Com autorização do STJ, Operação Placebo cumpriu mandados de busca e apreensão em 11 endereços ligados ao governador do Rio
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Material apreendido foi levado para sede da PF no Rio
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Com autorização do STJ (Superior Tribunal de Justiça) devido
ao foro privilegiado dos investigados, a PF cumpriu mandados de busca e
apreensão em 11 endereços, entre eles o Palácio das Laranjeiras, na zona sul do
Rio de Janeiro, com objetivo de recolher provas em um inquérito que apura
suspeitas de fraudes em contratos da Saúde em meio à pandemia do novo
coronavírus. Entre os crimes investigados estão peculato, corrupção,
lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Na decisão, o ministro do STJ Benedito Gonçalves cita o MPF
(Ministério Público Federal), que aponta “indícios de participação ativa do governador quanto ao
conhecimento e ao comando das contratações das empresas [...], mesmo sem ter
assinado diretamente os documentos”.
Após a operação, Witzel fez um breve pronunciamento na sede do governo estadual, no
qual se defendeu das suspeitas e declarou ser perseguido pelo presidente Jair
Bolsonaro.
“Não vão conseguir colocar em mim o rótulo da corrupção.
Todas as irregularidades foram investigadas e estão sendo apuradas por
determinação minha. A busca e apreensão, além de ser desnecessária, é
fantasiosa não resultou em nada.”
Investigação
De acordo com o MPF (Ministério Público Federal), o inquérito
apura suspeitas de que uma organização social, contratada para fornecer o
material necessário para o funcionamento de hospitais de campanha montados pelo
governo estadual para atender pacientes com covid-19, fraudou documentos e
superfaturou o valor dos insumos.
Ainda segundo a Procuradoria, a ação teria a participação de
agentes públicos, incluindo gestores da Secretaria Estadual de Saúde,
responsáveis pelo processo de compra.
A previsão orçamentária do estado era gastar R$ 835 milhões
com os hospitais de campanha em um período de até seis meses. A suspeita é que
parte desse valor teria como destino os próprios envolvidos. O esquema para
viabilizar os desvios envolveria superfaturamento e sobrepreço, além da
subcontratação de empresas de fachada.
Fonte: R7
Fonte: R7

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